A União Transportes, empresa concessionária do sistema intermunicipal de transporte da região metropolitana de Cuiabá, deve R$ 9.185.901,82 relativos a repasses do FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, segundo o sistema Dívida Aberta, da Procuradoria-geral da Fazenda Nacional.
A empresa está em nome de Romulo Botelho, irmão do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União).
Ela faz parte do Consórcio Intermunicipal de Transporte, formado pela União e pela Integração Transportes, que também pertence a Romulo Botelho.
Mas, a dívída da empresa com a União era bem maior.
Há duas semanas, o mesmo sistema Dívida Aberta apontava uma dívida de mais de R$ 19 milhões da União Tranportes, entre FGTS, e débitos tributários, previdenciários e multas trabalhistas.
No entanto, nesse período, a dívida da empresa foi reduzida.
A União e a Integração Transportes estão no centro de um debate sobre a possibilidade de as empresas assumirem, sem licitação, a operação do sistema BRT, segundo denunciou o deputado Ludio Cabral (PT).
Um aditivo ao contrato de concessão revelou que a empresa poderia assumir o sistema com a chegada do BRT. Mas devido à repercussão, o governador Mauro Mendes (União) determinou o cancelamento do aditivo.
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) defendeu, em entrevistas, a realização de licitação para a operação do sistema.
Ludio e Botelho são pré-candidatos a prefeito de Cuiabá nas eleições deste ano.
Confira inscrição da União Transporte na Dívida Ativa da União:























