Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CRISE NA CHAPA

Empresário é retirado da vice de WF e reage: “um podre na política sem palavra”

Maluf foi “sacado” da chapa 48 horas após ser homologado por WF
O senador Wellington Fagundes e o empresário Marcelo Maluf - Foto: Victor Ostetti/MidiaNews

Compartilhe essa Notícia

Após ter sido destituído do posto de candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), nas eleições deste ano, o empresário Marcelo Maluf (NOVO) disparou contra o agora ex-companheiro de candidatura. Em nota, o “Rei dos Prédios” chamou o liberal de “sem palavra” e que atitudes como a vivenciada por ele “contribuem para apodrecer a política”.

O PL decidiu que irá trocar o candidato a vice-governador na chapa liderada por Wellington Fagundes. Até então, o nome indicado era o de Marcelo Maluf, que será substituído.

Os dois mais cotados para a vaga, que deverá ser definida ainda nesta sexta-feira (7), são o médico Alencar Farina (PL) e a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (MDB). Em nota, Marcelo Maluf afirmou que “política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra”, e que Fagundes e o PL “demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios”, o que de acordo com o empresário, “só contribui para apodrecer a boa política”.

Segundo Marcelo Maluf, o convite para integrar a chapa de Wellington Fagundes foi aceito após uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção. O empresário destacou que, a partir da decisão, compromissos foram assumidos e pessoas foram mobilizadas, além da definição de estratégias e estruturação do projeto de campanha.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso. Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice. Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida. Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa”, diz trecho da nota.

NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)

Marcelo Maluf entendeu que a decisão do PL e de Wellington Fagundes representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Segundo o empresário, todo projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados, voltando a criticar o senador e candidato ao Governo do Estado por ‘mudar sua palavra’ dias após a definição.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento. Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento, precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã. Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las”, finalizou.

Vice na chapa

Inicialmente, o plano do PL era ter um candidato a vice indicado pelo Podemos, do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi. No entanto, a sigla optou por se aliar ao grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (UB), apoiando assim a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição.

Sem o Podemos, o ‘plano B’ do PL foi o empresário Marcelo Maluf, após a aliança com o NOVO ser formalizada. A definição foi anunciada na última quarta-feira (5), horas depois do anúncio de Max Russi de se aliar ao grupo de Pivetta e Mauro Mendes. Wellington Fagundes chegou a dizer, inclusive, que o empresário era seu nome preferido para ser vice-governador.

No entanto, o PL optou por retirar o NOVO da formação da chapa. A favorita para o posto agora é a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, que disputaria uma cadeira de deputada federal, mas acabou ficando fora do pleito após o MDB desfazer a chapa para a Câmara dos Deputados, optando por lançar nomes apenas para a disputa para deputados estaduais, na ALMT.

Com isso, o nome de Rosana Martinelli ficou disponível para composições. Além dela, o empresário Alencar Farina, do próprio PL, é visto com bons olhos para compor a chapa liderada por Wellington Fagundes.

Leia a íntegra da nota de Marcelo Maluf

NOTA À IMPRENSA

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política. 

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

publicidade

publicidade

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x