São inúmeras as versões para o vídeo de Michelle Bolsonaro detonando o enteado. Por que divulgá-lo agora se o diálogo narrado ocorreu em dezembro? Por que torná-lo público poucos minutos antes do jogo do Brasil? Por que escolher justamente um dia ruim para a campanha de Lula? E por que Jair Bolsonaro autorizou a divulgação?
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A direita não costuma dar um passo sem combinar o jogo. E prospera em ambientes de polêmica.
Pode parecer contraditório que a família se beneficie da própria autofagia. Mas é assim que a direita atua. Se alguém ainda duvida de que Flávio será atingido pelo “furacão Vorcaro”, o vídeo de Michelle mostrou que a família tem certeza.
Ao “romper” com o enteado, Michelle evita que a lama respingue sobre todo o clã. Não há outro nome no banco de reservas da família na disputa eleitoral. Carlos, Eduardo e Jair Renan dispensam comentários.
A narrativa busca separar o casal do escândalo. O problema é apresentado como sendo do enteado, não de Michelle e Jair Bolsonaro. Por isso, espalha-se a história de que o ex-presidente chorou ao descobrir, pela televisão, que o filho havia recorrido a dinheiro de Vorcaro para bancar um filme sobre sua trajetória política.
Não significa que se tolerem. Significa que ligaram o modo sobrevivência.






















