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POLÍTICA EXTERNA

Governo tenta nova reunião com EUA antes de decisão sobre tarifas

O encontro se daria no âmbito de um grupo de trabalho entre os países para discutir as tarifas. A expectativa é de que o USTR antecipe qual será a decisão antes do anúncio oficial
o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende marcar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump (Partido Republicano) definir se aplicará ou não novas sanções contra o Brasil. Trump tomará a decisão até 4ª feira (15.jul.2026), com base na investigação conduzida sob a Seção 301.

Segundo a CNN Brasil, integrantes do governo brasileiro tentam alinhar a agenda com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA, na sigla em inglês). O encontro se daria no âmbito de um grupo de trabalho entre os países para discutir as tarifas. A expectativa é de que o USTR antecipe qual será a decisão antes do anúncio oficial.

Na última 5ª feira (9.jul), Greer declarou que as negociações com o Brasil sobre as novas tarifas às exportações estão longe de um acordo. “Tenho conversado com os brasileiros, temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância entre nós”, disse o chefe do USTR à Fox Business.

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Lula reuniu ministros na última 6ª feira (10.jul) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.

O Planalto projeta 2 cenários. O mais provável é a aplicação das tarifas. Se isso ocorrer, manterá o posicionamento de que as sanções não são justificáveis.

O menos provável é que o governo Trump opte por adiar o tarifaço. Nesse caso, integrantes do governo Lula avaliam duas possíveis justificativas:

  • os EUA sinalizarem que as negociações estão promissoras e, por isso, adiarem as sanções. O cenário é pouco provável;
  • Trump afirmar que a razão do adiamento é Flávio Bolsonaro. O senador pediu que as taxações só sejam aplicadas depois das eleições de outubro.

Para integrantes do governo, caso a proximidade com o clã Bolsonaro seja usada como uma justificativa, esse movimento pode deixar mais claro que as tarifas têm origem em política externa, não econômica. A percepção no Planalto é que os EUA não estão considerando os argumentos técnicos apresentados pelos setores brasileiros na audiência.

O Planalto não pede o adiamento das sanções justamente por considerá-las injustas.

AS TARIFAS

O USTR apresentou as propostas para a taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026. São elas:

  • 25% – por práticas desleais de comércio. É resultado de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025;
  • 12,5% – por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão. É resultado de uma investigação global da USTR sobre o tema.

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