O vereador Ilde Taques (Podemos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, na sessão plenária dessa terça-feira (7), para se posicionar sobre o debate em torno do decreto municipal que suspende temporariamente a aprovação de novos projetos de parcelamento do solo com lotes inferiores a 200 metros quadrados.
Em seu pronunciamento, o parlamentar lamentou declarações que circularam ao longo da última semana, especialmente a comparação de que uma residência construída em um lote de 200 metros quadrados seria semelhante a uma “casa de cachorro”. Para Ilde, esse tipo de afirmação desrespeita milhares de famílias que conquistaram sua moradia própria com muito esforço.
“Quantos pais de família trabalham de dia, de noite, de madrugada, na feira, para pagar uma casa de 100 ou 200 metros quadrados com dignidade para sua esposa e seus filhos?”, questionou o vereador.
Ilde destacou que o desejo de todos os parlamentares é que a população tenha acesso a moradias cada vez maiores e melhores, mas ressaltou que essa possibilidade depende da condição financeira de cada cidadão.
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“Nós não queremos que ninguém more em uma casa menor que 200 metros quadrados. Queremos que as pessoas possam morar em casas de 300, 400, 500 ou até mil metros quadrados. Mas isso depende da realidade de cada família”, afirmou.
O vereador também criticou qualquer medida que possa restringir o acesso da população de menor renda à casa própria.
“O que nós não podemos é proibir o direito de um cidadão, que tem uma renda menor, de conquistar uma moradia compatível com sua condição financeira. Isso nós não podemos e não vamos aceitar”, declarou.
Em tom de solidariedade, Taques fez um apelo para que o debate público seja conduzido com respeito e sensibilidade, evitando expressões que possam ofender famílias que vivem em imóveis menores.
“Essas casas abrigam famílias, histórias e sonhos. São lares conquistados com muito suor. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo cidadão brasileiro. Por isso, quem mora em uma casa de 50 ou 100 metros quadrados não deve se sentir diminuído. Toda família merece respeito e dignidade”, concluiu.




















