O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, subiu o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao acusá-lo de ignorar as lideranças do partido e tentar impor um projeto político à legenda. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (23.07), durante visita ao município de Feliz Natal, a 530 km de Cuiabá.
Ao comentar a disputa pela candidatura do União Brasil ao Palácio Paiaguás, Jayme afirmou que as articulações começaram de forma equivocada e sem diálogo com senadores, deputados, prefeitos e diretórios municipais.
“Tudo começou errado. O Mauro não consultou ninguém. Não consultou senador, deputados, prefeitos nem os diretórios municipais. O partido tem uma candidatura própria e isso precisa ser respeitado”, declarou.
O senador também criticou o anúncio de apoio feito por Mauro Mendes a outro projeto político e afirmou que a decisão não representa oficialmente o União Brasil.
“Ele fez isso com o CPF dele, não com o CNPJ do União Brasil”, disparou.
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Na avaliação de Jayme, a definição da candidatura ao Governo deve seguir o estatuto da legenda e ser submetida aos convencionais. Ele também criticou o que classificou como tentativa de transformar uma decisão partidária em escolha individual.
“Partido político não é cartório. É uma instituição que tem estatuto, doutrina partidária e precisa ser respeitada”, afirmou.
Jayme confirmou que pretende disputar a convenção do União Brasil, marcada para a próxima quinta-feira (30.07), e disse confiar no apoio da maioria dos convencionais.
“Ele tem uma proposta, eu tenho outra. Quem vai decidir são os convencionais. Estou conversando com todas as lideranças e acredito que a maioria vai escolher o melhor caminho para o partido”, declarou.
O parlamentar ainda afirmou que não aceitará imposições e defendeu que as articulações políticas sejam construídas com diálogo e respeito entre as lideranças.
“A política precisa ser construída com diálogo, respeito e companheirismo. Eu não aceito imposições de ninguém. Tenho minha história e vou submetê-la ao julgamento do partido”, concluiu.





















