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ENOCK CAVALVANTI

Jornalista italo-palestina Rula Jebreal ganha prêmio com livro que denuncia Genocídio de Israel contra palestinos

A obra de Rula Jebreal foi premiada pela sua abordagem ética e corajosa, inserindo-se na temática da 40ª edição do prêmio, dedicada à proteção e ao salvamento de crianças em um mundo violento, reporta o Il Mattino
Jornalista italo-palestina Rula Jebreal

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RULA JEBREAL, jornalista e escritora ítalo-palestina, recebeu o Prêmio Elsa Morante pela sua obra intitulada “Genocídio” (publicada originalmente na Itália como “Genocidio. Cosa resta di noi nell’era neo-imperiale”).

A obra de Rula Jebreal foi premiada pela sua abordagem ética e corajosa, inserindo-se na temática da 40ª edição do prêmio, dedicada à proteção e ao salvamento de crianças em um mundo violento, reporta o Il Mattino.

O livro é descrito como uma mistura de reportagem, memória política e panfleto cívico, que O livro é descrito como uma mistura de reportagem, memória política e panfleto cívico, que investiga crimes contra a humanidade e o impacto da era neo-imperial.

A autora analisa a situação atual na #Palestina, comparando-a a tragédias históricas como o #Holocausto e a #Nakba. Sustenta que os eventos em Gaza constituem uma forma de genocídio, facilitada pela indiferença do Ocidente. Aborda o tema central da edição do prêmio, “Ragazzini salvati dal mondo” (Crianças salvas do mundo), focando no impacto desses conflitos sobre os jovens.

No vídeo que divulgou nas redes, Rula Jebreal agradece pela premiação nos seguintes termos:

“Estou grata e orgulhosa de receber o Prêmio Elsa Morante pelo meu livro “Genocídio”. E também um pouco emocionada pelo nome que este reconhecimento evoca. “Genocídio” nasce de uma necessidade de gritar ao mundo a verdade sobre um genocídio colonial. A história de uma prepotência neocolonialista que, recorrendo à limpeza étnica, ao assassinato sistemático de crianças e mulheres, à destruição direcionada de infraestruturas civis, exibiu um total desprezo pelo direito humanitário. E minhas fontes primárias, minha inspiração, foram aquelas jornalistas e aqueles jornalistas sobreviventes ao massacre que o regime de Tel Aviv desencadeou contra quem nos trouxe imagens, palavras, poesias e angústia daqueles territórios devastados. Não é por acaso que Netanyahu impôs uma proibição total de acesso à imprensa internacional na Palestina. Como não é por acaso que o IDF eliminou, um por um, 300 jornalistas palestinas e palestinos, muitas vezes com suas famílias inteiras. O título do livro, “Genocídio”, foi escolhido e impresso em letras grandes em um tempo no qual esta palavra era tabu, e quem a pronunciava era colocado na berlinda. Eu devo agradecer também ao meu editor por ter tido a mesma coragem que tivemos nós e as dezenas de milhões de mulheres e homens — especialmente jovens — em todo o mundo, que desceram às ruas e forçaram o Rei a ficar nu. Ainda há muito a fazer antes que termine. Hoje, porém, somos muitos, mas muitos mais a querer que termine!”.

Enock Cavalcanti, 72, é jornalista e editor do blogue PAGINA DO ENOCK, que se edita a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde o ano de 2009.

*Os artigos de opinião são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Isso É Notícia*

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