O cantor Steven Tyler deverá enfrentar um julgamento nos Estados Unidos após a Justiça da Califórnia decidir manter ativa a ação movida por Julia Misley, conhecida anteriormente como Julia Holcomb. Ela acusa o artista de abuso sexual e violência emocional durante a década de 1970, quando ainda era adolescente.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Los Angeles Times, o caso foi aberto em 2022 e será analisado em 31 de agosto pelo Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. A ação segue válida por causa da legislação californiana que permite que vítimas de supostos abusos infantis entrem com processos mesmo após o prazo tradicional de prescrição.
Julia afirma ter conhecido Tyler em 1973, aos 16 anos, após um show da banda. De acordo com o processo, o músico teria conseguido autorização legal da mãe da jovem para que ela viajasse e morasse com ele durante turnês do Aerosmith.
Entre as acusações apresentadas estão abuso sexual, violência sexual e sofrimento emocional intencional. A denúncia também cita um suposto episódio em que a adolescente teria sido pressionada a interromper uma gravidez quando tinha 17 anos.
A defesa tentou derrubar partes do processo usando trechos da autobiografia do cantor, Does the Noise in My Head Bother You?, alegando proteção pela Primeira Emenda da Constituição americana. No entanto, a juíza Patricia Young entendeu que os relatos publicados no livro podem ser considerados evidências relevantes para o andamento da ação.
Trechos da obra descrevem o relacionamento entre Tyler e Julia, incluindo referências à tutela concedida pelos pais da jovem para que ela acompanhasse o artista em viagens fora do estado.
Enquanto os advogados do cantor sustentam que a relação teria sido consensual dentro das leis da época, a acusação argumenta que a diferença de idade e a posição de influência do músico anulam qualquer possibilidade de consentimento válido.




















