O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que não descarta disputar o Governo em uma composição com a deputada estadual Janaína Riva (MDB). A possibilidade passou a ser discutida após a derrota do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil.
Segundo Max, antes da votação interna do União Brasil, Jayme pediu que o Podemos aguardasse o resultado da convenção para definir seu rumo eleitoral. Após ser derrotado, o senador teria procurado novamente o deputado e sugerido que ele construísse uma candidatura ao Palácio Paiaguás.
“Quando acabou a convenção e ele não saiu vencedor, ele falou: ‘Max, agora veja qual é o projeto que você vai tocar. Eu gostaria que você fosse candidato ao governo, vamos construir uma possibilidade’”, relatou.
Max afirmou que o convite feito por Jayme, Janaína e outras lideranças provocou uma reflexão dentro de seu grupo político. Apesar disso, ressaltou que seu projeto inicial continua sendo a reeleição à Assembleia Legislativa.
NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)
“Eu não sou dono do meu mandato, não sou dono da minha vida política. Tenho que conversar com os amigos e com os companheiros. Não era esse o meu projeto, meu projeto é a reeleição à Assembleia, mas, quando o convite vem de um senador, de uma deputada atuante como a Janaína e de outros líderes, isso chama você à reflexão e à análise”, declarou.
Questionado diretamente sobre a possibilidade de formar uma chapa com Janaína Riva, Max respondeu que nenhum cenário está descartado até o dia 5, prazo para a realização das convenções partidárias.
“Não tem nada a descartar até o próximo dia 5. É muita conversa e muito diálogo. A gente tem conversado bastante”, afirmou.
O deputado disse que ainda participará de uma série de reuniões antes de apresentar uma proposta aos convencionais do Podemos. Segundo ele, a legenda também avalia composições com candidaturas ao Governo e ao Senado.
Max apontou que a primeira tendência discutida internamente é uma aproximação com o União Brasil. No entanto, condicionou a aliança ao espaço oferecido ao Podemos nas chapas majoritárias, seja em uma vaga de vice-governador ou de suplente ao Senado.
“A primeira lógica dentro da nossa conversa é essa. Temos alguns nomes que podem compor como vice ou suplente. É lógico que vai depender de os candidatos quererem o apoio do Podemos”, disse.
Ao defender o peso eleitoral da sigla, Max afirmou que o Podemos possui candidatos em todas as regiões de Mato Grosso e projetou mais de 400 mil votos para a chapa estadual, com a eleição de seis deputados estaduais e um federal.
“É um partido que soma porque está distribuído em todas as regiões. Sem sombra de dúvida, uma composição ao Senado ou ao governo fará com que o partido esteja ainda mais junto”, concluiu.






















