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Paciente oncológico implora por transferência em MT

A negligência no atendimento a pacientes como Oliver pode agravar a condição de saúde, causar sequelas irreversíveis e até mesmo colocar suas vidas em risco

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Oliver Júnior, um paciente oncológico do município de Juína, está enfrentando uma situação alarmante devido à falta de atendimento adequado e transporte para seu tratamento em Cuiabá. Oliver depende do Atendimento Fora do Domicílio e, especialmente, de um transporte aéreo para se deslocar até a capital e receber o tratamento necessário, mas até o momento não foi atendido.

O paciente, que luta contra um câncer na coluna, com metástase óssea em vários ossos e síndrome fibromiálgica, compartilhou nas suas redes sociais sua experiência. Devido à escassez de opções em sua cidade, ele precisou procurar atendimento na UPA local no domingo (28), mesmo ciente dos riscos que isso poderia acarretar para sua saúde.

Devido ao tratamento contra o câncer, sua imunidade está constantemente baixa, o que o torna suscetível a infecções. Oliver ficou internado na UPA até 18h de segunda-feira (29), onde aguardou durante horas até que seu nome fosse inserido na plataforma SISREG.

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Somente após essa etapa, uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde poderia autorizar seu transporte aéreo para Cuiabá, onde ele seria internado no Hospital de Câncer de Mato Grosso. No entanto, até o momento, Oliver e sua família não receberam nenhuma comunicação.

Na sua postagem, ele destacou as dificuldades enfrentadas para viajar de Juína até Cuiabá, especialmente considerando seu estado de saúde delicado. Além disso, ressaltou que mesmo após sua internação no Hospital de Câncer, ele ainda terá que arcar com todos os custos do tratamento na rede privada de saúde, já que o SUS-MT não oferece a assistência necessária, como uma consulta com um oncologista clínico especializado em dor crônica, algo que ele precisa urgentemente há mais de 120 dias.

A negligência no atendimento a pacientes como Oliver pode agravar a condição de saúde, causar sequelas irreversíveis e até mesmo colocar suas vidas em risco. A omissão do Estado em prover o suporte adequado é inaceitável e vai contra os princípios fundamentais de garantia do direito à saúde, estabelecidos tanto na Constituição Federal quanto no Código Civil.

Fonte: FOLHAMAX

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