O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (PSB), destacou a importância da conclusão das obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande, ressaltando que a entrega do modal será vital para todos os políticos que pretendem disputar as eleições de 2026. Para Russi, a finalização do projeto não impacta apenas o governador Mauro Mendes (UB), que pode concorrer ao Senado, mas toda a classe política.
“O governador tem mais um ano e meio de mandato. Se ele for candidato ao Senado, essa obra precisa ser concluída no máximo nesse prazo. Caso contrário, ficará muito ruim politicamente e em termos de entrega também. Não é uma obra que inviabiliza um projeto, mas fica ruim para todo o mundo: para o Governo, para a Assembleia e para a classe política de maneira geral”, afirmou Russi em entrevista ao programa Tribuna, da Rádio Vila Real FM, na última quarta-feira (19).
O deputado ressaltou que a demora na conclusão da obra já gera grande desgaste, pois a população cobra um desfecho para a “novela” do transporte público na região metropolitana. Cuiabá e Várzea Grande são as duas maiores cidades de Mato Grosso e concentram o maior eleitorado do estado. O modal, que deveria ter sido entregue em 2014 na forma de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), passou por uma mudança de projeto para o BRT em 2021, mas as obras continuam sem previsões concretas de conclusão.
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Recentemente, o Governo do Estado decidiu pela rescisão do contrato com o consórcio responsável pela obra do BRT, alegando descumprimento dos prazos e baixa execução dos serviços. A medida reacendeu o debate sobre as previsões do modal e a necessidade de uma solução definitiva para a mobilidade urbana na capital e na sua cidade vizinha. Russi defendeu um acordo amigável com a empresa responsável e, caso isso não ocorra, a aplicação de multas severas.
“Era uma obra que perfeitamente ter acabado em 2014. Estamos em 2025. Mudou-se o modal, disseram que seria concluído, mas não se chega ao estágio final. Eu prego uma rescisão amigável. A empresa tem que concluir o que pode, e o restante deve ser dividido em vários lotes para acelerar o processo. Nada de consórcio, porque isso não deu certo. É necessário um contrato emergencial ou uma licitação rápida, que seja feita, mas de forma eficiente”, argumentou.
O deputado também destacou o impacto direto da obra inacabada na vida dos cidadãos e a necessidade de uma solução urgente para minimizar os problemas no trânsito. “Precisamos entregar algo de qualidade e trazer melhorias reais na mobilidade urbana. Eu mesmo demorei 40 minutos para chegar aqui [na rádio]. Quanto tempo de qualidade a gente perde com nossos filhos, descansar mais, chegar cedo em casa?”, questionou.
Russi reforçou que a Assembleia Legislativa tem medidas preventivas, mas que a situação chegou ao limite. “Está passando da hora da solução para o público. Nada causa tanto transtorno quanto um trânsito travado, que atinge todas as classes sociais, desde quem pega ônibus até quem tem um carro de luxo e chega atrasado nos compromissos”, finalizou.




















