A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi empossada na manhã desta 2ª feira (18.set.2017) em Brasília. Ao lado do presidente Michel Temer, a nova PGR prometeu equilíbrio nas ações do MPF (Ministério Público Federal) e pediu apoio do Poder Executivo e do Congresso Nacional.
Dirijo-me ao povo brasileiro e quem emana todo o poder e a todos os presentes para dizer que estou ciente da enorme tarefa que está diante de nós e da legítima expectativa de que seja cumprida com equilíbrio, firmeza e coragem, com fundamento na Constituição. ( ) Estou certa de que o Ministério Público continuará a receber do poder executivo e do congresso nacional o apoio indispensável ao aprimoramento das leis e das instituições republicanas e para o exercício de nossas atribuições, afirmou Dodge.
Dodge falou por 15 minutos. Foi aplaudida por 31 segundos.
Além de Temer, compareceram à solenidade a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Desafeto do agora ex-procurador-geral Rodrigo Janot, o ministro do STF Gilmar Mendes também prestigiou a posse de Dodge.
Recebo com humildade o precioso legado de serviço à pátria, forjado pelos procuradores gerais da república que me antecederam certa de que o Ministério Público deve promover justiça, defender a democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente. Assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja abaixo da lei, afirmou a procuradora em seu discurso.
Dodge fez uma única menção a Rodrigo Janot. Cumprimentou-o por seu serviço à nação. Os 2 não mantêm boas relações. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada nesta 2ª feira, o procurador Angelo Goulart Vilella, preso na Operação Patmos, afirmou que Janot tinha pressa para tirar Temer e barrar Raquel Dodge e referia-se à procuradora como bruxa em conversas informais.
Em sua fala, a nova PGR afirmou ainda que os desafios são muitos e que a harmonia entre os poderes é 1 requisito para a estabilidade da nação.
O Ministério Público, como defensor constitucional do interesse público, posta-se ao lado dos cidadãos para cumprir o que lhe incumbe claramente a Constituição e de modo a assegurar que todos são iguais e todos são livres, que o devido processo legal é um direito e que a harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação, disse. (Texto de Ana Krüger, Paloma Rodrigues, Naomi Matsui e Luiz Felipe Barbiéri)























