As declarações recentes de Marcos Oliveira, conhecido nacionalmente como o Beiçola de “A Grande Família”, provocaram reação imediata do Retiro dos Artistas. O ator, de 69 anos, relatou dificuldades de convivência no local e abordou temas sensíveis, como comportamento coletivo e sexualidade na terceira idade. Diante disso, a instituição, localizada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, publicou um posicionamento oficial na quarta-feira, 25 de março.
No comunicado, o Retiro afirmou que as falas do artista não representam a realidade da maioria dos moradores. Ainda assim, o texto reconhece que o processo de adaptação pode ser desafiador, sobretudo quando envolve situações de vulnerabilidade.
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“Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão”, diz um trecho.
Além disso, a instituição destacou que abriga mais de 50 residentes, cada um com histórias e perfis distintos. Portanto, diferenças de comportamento e convivência fazem parte da rotina. O Retiro também reforçou sua missão centenária de acolhimento e proteção a artistas em situação de necessidade.
Instituição rebate críticas
Na sequência, o Retiro dos Artistas reiterou o compromisso com a transparência e a melhoria contínua. Segundo a nota, a administração acompanha tanto acertos quanto falhas, sempre com o objetivo de evoluir.
“Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbítrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem. O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento. Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade”, conclui o comunicado.
Por outro lado, o posicionamento também enfatiza a autonomia dos moradores. Ou seja, cada residente tem liberdade para permanecer ou deixar o local conforme desejar. Assim, a instituição busca afastar a ideia de imposição ou permanência obrigatória.
Enquanto isso, o debate ganhou força nas redes sociais. Muitos internautas passaram a discutir as condições de vida em espaços coletivos para idosos, além de temas frequentemente negligenciados, como a sexualidade na terceira idade.





















