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Samantha reage a Katiuscia, cobra apoio feminino à reeleição de Paula e acusa grupo ligado a Max Russi de interferir na Câmara

A manifestação ocorre após Katiuscia criticar a atuação do prefeito Abilio Brunini (PL) na eleição da Mesa Diretora e classificá-lo como um “garoto mimado”
Samantha reage a Katiuscia, cobra apoio feminino à reeleição de Paula e acusa grupo ligado a Max Russi de interferir na Câmara - REPRODUÇÃO

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A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), rebateu as críticas feitas por parlamentares durante a sessão de quinta-feira (9) e endureceu o discurso contra a colega Katiuscia Mantelli (Podemos). Ao comentar a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, Samantha afirmou que pares distorcem sua posição sobre a possível reeleição da presidente Paula Calil (PL) e acusou grupo político ligado ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), de tentar influenciar os rumos do Legislativo cuiabano.

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A manifestação ocorre após Katiuscia criticar a atuação do prefeito Abilio Brunini (PL) na eleição da Mesa Diretora e classificá-lo como um “garoto mimado” por recorrer à Justiça para questionar dispositivos do Regimento Interno da Câmara que exigem quórum qualificado de dois terços para alterações em determinados temas. Na prática, a ação pode facilitar uma mudança regimental que permita a recondução de Paula Calil ao comando da Casa.

Em resposta, Samantha afirmou que sua defesa nunca foi pela reeleição automática da presidente, mas pelo direito de ela disputar novamente o cargo. “Eu falei que não era necessário votar na Paula para mostrar que apoiava mulheres, mas sim dar a oportunidade para que ela pudesse concorrer, votando na alteração do regimento”, declarou.

Segundo a parlamentar, as vereadoras confundiram deliberadamente sua fala ao relacioná-la à defesa da candidatura de Paula. Para Samantha, apoiar a alteração do Regimento Interno não obriga ninguém a votar na atual presidente. “Se não quiser votar na Paula, não vota. Mas que desse, pelo menos, a chance de reeleição”, afirmou.

Ao comentar o fato de ser a única mulher da Câmara a defender publicamente essa possibilidade, Samantha questionou o discurso de união feminina entre as parlamentares. Indagada se a sororidade estaria apenas no discurso, respondeu: “Pelo visto, sim”.

Críticas a Katiuscia e a Max Russi

Samantha também direcionou críticas à vereadora Katiuscia Mantelli, que até recentemente integrava a base do prefeito Abilio Brunini. Para a primeira-dama, há uma contradição no posicionamento da parlamentar ao condenar a possibilidade de reeleição de Paula, enquanto apoia a recondução do presidente da Assembleia Legislativa e presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi.

“Acho muito estranho uma vereadora que está ali com o líder do partido buscando a reeleição na Assembleia Legislativa não querer que a presidente da Câmara participe de uma reeleição. Lá ele pode ser reconduzido e está tudo bem, mas aqui a Paula não pode?”, questionou.

“Interferência” da Assembleia

Samantha também rebateu as acusações de que o Executivo estaria interferindo na eleição da Mesa Diretora. Segundo ela, o debate ignora a atuação de grupos políticos ligados à Assembleia Legislativa que, na avaliação da vereadora, também tentam influenciar a composição do comando da Câmara.

“Eles falam de interferência quando é conveniente. Ninguém fala que tem um grupo da Assembleia Legislativa que hoje quer tomar conta da Câmara, ganhar a presidência para botar a faca no pescoço do prefeito”, declarou. A fala sobre Katiuscia coloca em contexto a candidatura de Ilde Taques (Podemos) a presidente da Câmara. O vereador é do grupo político de Max Russi.

Samantha afirmou ainda que existe uma articulação política envolvendo lideranças estaduais para ampliar influência sobre a Prefeitura de Cuiabá. Segundo ela, o prefeito Abilio Brunini busca apenas “se proteger” dessas movimentações.

“Interferência é uma coisa; proteger-se é outra. O Abilio tem tentado se proteger dessa tentativa de grupos políticos quererem interferir na Prefeitura”, disse.

Na avaliação da vereadora, o prefeito enfrenta pressão de diferentes grupos políticos desde a eleição e procura manter a administração municipal “sob controle dos interesses da população cuiabana”.

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