O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), usou R$ 100 mil do cartão corporativo da Governadoria para pintar uma mansão do condomínio Alphaville em Cuiabá, onde mora com a família. Os dados foram obtidos com exclusividade pela reportagem do PNB Online.
A mansão em questão fica na Rua dos Cambarás, na Quadra 01, Lote 21, do Alphaville. A propriedade está em nome de José Cristóvão Bruno Alves Couto, um corretor de imóveis de luxo. O imóvel foi alugado pelo governo estadual em 2019 para abrigar policiais que garantiriam a segurança do governador.
Em quatro anos após o contrato de aluguel ser assinado, em fevereiro de 2023, a governadoria iniciou uma pintura no imóvel que custou aos cofres públicos R$ 100 mil. O dinheiro foi pago por meio do Sistema de Concessão de Adiantamento (SICAD), que funciona como um cartão corporativo para pequenas despesas.
Dados obtidos pelo PNB Online, no entanto, mostram que o gasto vultoso não transparece na fachada do imóvel: a imagem apresentada pelos responsáveis – que não foram identificados, mostra apenas a parte externa da mansão, em que foi alterada a cor da pintura, que antes era bege e salmão e passou a ser branca e cinza. O pagamento é classificado apenas como “despesa de intervenções prediais de execução simplificada”.
O gasto feito pelo governo estadual não foi acompanhado de redução do valor de aluguel, como normalmente ocorre em tratativas de locador e locatário. No caso do governo de Mato Grosso, o aluguel da mansão ficou mais caro. Entre 2019 e 2026 houve um crescimento de 105% do valor do aluguel, bastante acima da inflação, ocasionado por diversos reajustes contratuais sem justificativas claras.
O aluguel que era de R$ 9.100 em 2019 saltou para R$ 18.742,84 em 2026. O contrato original (001/2019) estipulava reajustes baseados no IGP-M. Em janeiro de 2020, o valor foi reajustado em 5,1209% seguindo este índice. Em janeiro de 2022, o 3º Termo Aditivo aplicou um novo reajuste de 19%. No novo contrato (040/2023), o índice de correção passou a ser o IPCA. Foram aplicados reajustes de 4,83% em 2025 e de 4,26% em 2026.
Outro lado





















