O deputado Júlio Campos relembrou discriminação por etarismo e defendeu, nesta quarta-feira (17/6), a criação da Política Estadual de Combate ao Etarismo no âmbito do Estado de Mato Grosso e a criação de uma Sala do Idoso, na Assembleia Legislativa, para a promoção do direito das pessoas da terceira idade.
“Temos uma Sala das Mulheres (Espaço Raquel Cattani), para apoiar a promoção dos direitos das mulheres mato-grossenses vítimas de violência, agora queria solicitar a criação da Sala dos Idosos, como espaço permanente de apoio e promoção dos direitos da pessoa idosa no âmbito desta Casa de Leis”, afirmou o Júlio Campos.
Durante a sua fala, o deputado lamentou a exclusão das pessoas idosas na participação política e relembrou um incidente recente no qual ele mesmo foi vítima de preconceito.
O etarismo é toda forma de discriminação, preconceito, exclusão, constrangimento ou tratamento diferenciado motivado exclusivamente pela idade da pessoa.
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“Recentemente, eu mesmo sofri isso, com uma fala do ex-governador, Mauro Mendes, que parece ter dificuldades com a participação do deputado Júlio Campos nos eventos políticos por conta da minha idade. Mas, queria lembrar que o Tribunal Regional Eleitoral têm cadastrado mais de 50 mil cidadãos acima de 80 anos. E essas pessoas fazem questão de votar, pois segundo o TRE, nas eleições passadas, 83% desses votantes compareceram – um índice superior ao eleitorado jovem. Acho que o ex-governador teve um pequeno engano ao achar que nós da terceira idade não temos direito à cidadania”, afirmou Júlio Campos.
O deputado apresentou um requerimento para criar a Política Estadual de Combate ao Etarismo no âmbito do Estado de Mato Grosso. A proposta promove a inclusão social e a participação ativa das pessoas idosas na sociedade e busca promover campanhas educativas e de conscientização sobre o combate ao etarismo.
“É um orgulho para mim, chegar aos 80 anos com inteligência, capacidade física e entusiasmo de fazer política no sentido real da democracia plena em prol do estado de direito da nação brasileira”, concluiu o parlamentar.
Dados do IBGE revelam que, pela primeira vez, há mais idosos que jovens no Brasil. Essa mudança foi registrada pelo instituto em 2023, quando o percentual da população idosa de 15,6% ultrapassou os 14,8% dos que têm entre 15 e 24 anos. No período de 2000 a 2023, a proporção de idosos (60 anos ou mais) na população brasileira quase duplicou, subindo de 8,7% para 15,6%.
Em pouco mais de duas décadas, a população com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões para 33 milhões de pessoas. Os dados também demonstram que a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em apenas doze anos, consolidando uma transformação demográfica que exige respostas efetivas do poder público.





















