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DURAS CRÍTICAS

Jayme afirma que Mauro deve deixar comando do União e o acusa de enfraquecer o partido

Senador afirma que Mauro Mendes privilegiou outras legendas e não fortaleceu o União Brasil
O senador Jayme Campos (União-MT)

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O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou nesta terça-feira (07.07), que o ex-governador Mauro Mendes deveria deixar a presidência estadual do União Brasil. Em entrevista ao programa VGN no Ar, Jayme também acusou Mauro de não fortalecer a própria legenda e de privilegiar outras siglas durante a articulação política para as eleições de 2026.

Segundo o senador, o ex-governador não trabalhou para ampliar a estrutura do União Brasil e permitiu que aliados políticos se filiassem a outros partidos, enfraquecendo a legenda que preside. “Eu acho que o Mauro era para ter renunciado à presidência do partido. Ele não fez nada para fortalecer o nosso partido, fortaleceu outras agremiações”, afirmou.

Jayme disse que a situação interna vivida pelo União Brasil é “inusitada”, já que Mauro preside a legenda, mas declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Pivetta, que está filiado ao Republicanos. Para o senador, o cenário gera insegurança dentro do partido e cria dificuldades para a formação da chapa nas eleições de 2026.

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O parlamentar também criticou o fato de secretários do Governo do Estado não estarem filiados ao União Brasil. Segundo ele, nomes da equipe de Mauro Mendes migraram para outras legendas, o que, em sua avaliação, demonstra falta de compromisso com o fortalecimento da sigla. “Todos os secretários dele foram para outros partidos. Não ficaram no União Brasil. Isso mostra que ele fortaleceu outras legendas e não o partido que preside”, declarou.

Durante a entrevista, Jayme afirmou que Mauro poderia ter conduzido o processo de forma diferente, reunindo prefeitos, vereadores, deputados e demais lideranças do União Brasil antes de anunciar apoio a Pivetta. Para o senador, a decisão foi tomada de forma unilateral, sem diálogo com a base partidária. “A política é feita de conversa, entendimento e respeito. Bastava reunir o partido, explicar que tinha um compromisso com Pivetta e pedir apoio. Mas isso não aconteceu”, disse.

Apesar das críticas, Jayme afirmou respeitar a relação política entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, que foi vice-governador nos dois mandatos do ex-governador. No entanto, reforçou que pretende manter sua pré-candidatura ao Governo e disputar a indicação do União Brasil na convenção marcada para 30 de julho. Segundo ele, caberá aos convencionais decidir se o partido lançará candidatura própria ou apoiará outro projeto político para as eleições de 2026.

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