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RETOMADA DE OITIVAS

CPI da Saúde avança com depoimentos de procurador-geral e médica investigada nesta quarta

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), destacou que a retomada das oitivas representa mais um passo para o esclarecimento dos fatos relacionados aos contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES)
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma os depoimentos

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Após a suspensão de oitivas em razão de decisões judiciais e justificativas institucionais, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma os depoimentos nesta quarta-feira (8), a partir das 14h, na sala de comissões da Casa de Leis. Estarão presentes o procurador-geral do Estado (PGE), Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, cujo pedido de habeas corpus preventivo foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), destacou que a retomada das oitivas representa mais um passo para o esclarecimento dos fatos relacionados aos contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), no período de 2019 a 2025, o que reafirma que a comissão continuará conduzindo os trabalhos de forma técnica, com respeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

No caso do procurador-geral Francisco de Assis, o parlamentar explicou que as duas ausências anteriores ocorreram por motivos devidamente justificados. A primeira convocação ocorreu em 1º de junho, quando o agente público estava em período de férias. Já a segunda estava marcada para 17 de junho, data em que ele teve uma agenda institucional com o governador em exercício, desembargador José Zuquim Nogueira.

Para Wilson Santos, o depoimento do procurador é considerado relevante para o andamento das investigações, uma vez que Francisco de Assis foi um dos procuradores que assinaram pareceres jurídicos relacionados à movimentação financeira da Secretaria de Estado de Saúde durante o período investigado pela comissão. O colegiado pretende esclarecer divergências identificadas entre pareceres jurídicos e auditorias envolvendo contratos celebrados pela pasta.

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Outra oitiva aguardada é a da médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves, sócia majoritária da empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda, em que havia sido convocada para depor na reunião da comissão do dia 1º de julho. Entretanto, após análise do caso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido de habeas corpus preventivo, na mesma data, apresentado por sua defesa, mantendo o chamamento para o comparecimento à CPI. Ela foi convocada na condição de investigada e prestará esclarecimentos sobre contratos firmados com a SES entre 2019 e 2025.

Durante a oitiva, a médica poderá estar acompanhada por advogado regularmente constituído e terá asseguradas todas as garantias constitucionais, incluindo o direito ao silêncio em relação a fatos que possam implicar autoincriminação. A comissão também disponibilizou acesso ao acervo documental da investigação, observadas as regras de sigilo dos autos.

Investigação – A convocação de Virgínia está relacionada aos contratos celebrados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde para disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.

As contratações foram alvo de investigação que apontou que a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, firmou contratos emergenciais superiores a R$ 4,2 milhões, apesar de não possuir experiência comprovada na gestão de UTIs. Conforme informações apuradas, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou fortes indícios de fraude com dispensa de licitação, o que afrontou aos princípios da moralidade e da isonomia na administração pública.

Para Wilson Santos, a retomada das oitivas demonstra que a CPI da Saúde continuará exercendo seu papel constitucional de fiscalização, garantindo o direito de defesa dos convocados e buscando reunir todos os elementos necessários para esclarecer a regularidade dos contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde durante o período investigado.

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