Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
DEU EM A GAZETA

Inquérito das milícias digitais; STF investiga membros do Comando C4

As investigações apontam que os três acusados não ocupavam posição periférica na organização, como concluiu o juiz de primeiro grau, mas exerciam funções essenciais para o funcionamento do grupo
STF - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

Compartilhe essa Notícia

Os integrantes do grupo autodenominado Comando C4 (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos) também são investigados no inquérito das milícias digitais em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A informação consta no recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra a decisão da 12ª Vara Criminal de Cuiabá que negou a prisão preventiva de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mário Jorge Bucater, denunciados por suposta participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri em dezembro de 2023.

No recurso, o Ministério Público afirma que o ministro do Cristiano Zanin, responsável pelos inquéritos no âmbito da Operação Sisamnes, que surgiu após análise do ‘celular bomba’ de Zampieri, que revelou um esquema de compra e venda de sentenças em vários tribunais, sob a articulação do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, determinou o compartilhamento de provas.

‘No que concerne à mencionada investigação acerca da existência de milícia digital, foi determinado pelo eminente Ministro do STF Cristiano Zanin o compartilhamento das provas amealhadas e sua remessa ao eminente Ministro Alexandre de Moraes em face da existência de inquéritos conexos que tratam do mesmo tema’, diz trecho do documento.

NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)

As investigações apontam que os três acusados não ocupavam posição periférica na organização, como concluiu o juiz de primeiro grau, mas exerciam funções essenciais para o funcionamento do grupo, responsável não apenas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, como também por ações destinadas a preservar a organização e impedir a identificação dos mandantes do crime. As investigações sobre o chamado Comando C4 tiveram origem na apuração do assassinato de Roberto Zampieri.

O executor confesso do crime, Antônio Gomes da Silva, admitiu ter recebido R$ 40 mil pela execução. Também foram presos o coronel aposentado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Conforme a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o empresário Aníbal Manoel Laurindo teria conhecido Caçadini durante mobilizações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2023, relação que, segundo a Polícia Civil, aproximou os investigados.

Posteriormente, o aprofundamento das investigações da Polícia Federal, especialmente durante a sétima fase da Operação Sisamnes, ampliou o foco da apuração ao identificar elementos que indicariam a existência de uma organização criminosa estruturada, com armamento de alto poder ofensivo, divisão de funções e atuação voltada para homicídios por encomenda.

Mensagens e documentos apreendidos indicariam que a organização mantinha uma tabela de valores para a execução de diferentes alvos, cobrando R$ 50 mil para pessoas comuns, R$ 100 mil para deputados, R$ 150 mil para senadores e R$ 250 mil para ministros do Poder Judiciário.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

publicidade

publicidade

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x