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Servidora confronta Pivetta por RGA e reforça luta do Sintep-MT pela valorização profissional

Cobrança feita durante formação da Seduc-MT evidencia as perdas salariais dos trabalhadores da educação e reforça a defesa do Sintep-MT pela recomposição da RGA.
Servidora confronta Pivetta por RGA e reforça luta do Sintep-MT pela valorização profissional - foto : REPRODUÇÃO

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Nesta quarta-feira (08/07), durante o Circuito de Formação do Administrativo (CIFA 2026), promovido pela Seduc-MT entre os dias 7 e 10 de julho, em Cuiabá, a profissional de Apoio Escolar Especializado (AEE), Kelly Cristiane Moraes Santos, confrontou o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta.

Em vídeo divulgado pela própria servidora, ela cobrou o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), cuja defasagem acumulada chega a 18,38%.

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“Governador, paga o nosso RGA, eu estou endividada! O senhor quer ser eleito, então nos ajude”, cobrou a funcionária de apoio educacional, merendeira há 15 anos, que atualmente atua na Escola Estadual Vanil Stabilito, em Várzea Grande, e é ex-dirigente do Sintep/Várzea Grande.

Kelly relata que já sofreu descontos em folha de pagamento e precisou reorganizar completamente a vida financeira. Diante das dificuldades, voltou a morar com a família para conseguir enfrentar o aumento do custo de vida.

“O salário por si só já não tem sido suficiente e, sem a RGA, que é um direito nosso, a situação fica ainda pior. Nós estamos sendo ignorados e pisoteados pelo governo. Além disso, adoecemos cada vez mais com a coação, a pressão e a retirada da gestão democrática e de direitos garantidos em lei”, desabafou.

Para o secretário de Funcionários do Sintep-MT, Klebis Marciano, a manifestação da servidora representa o sentimento de milhares de trabalhadores da educação em Mato Grosso. Segundo ele, além da perda do poder de compra, os funcionários convivem diariamente com a sobrecarga de trabalho, a redução do quadro de servidores e o acúmulo de atribuições que extrapolam as funções previstas em lei.

“Quando falta servidor, quem permanece na escola precisa assumir cada vez mais tarefas. A fala da Kelly traduz essa realidade. Os profissionais estão sobrecarregados, desvalorizados e seguem aguardando um direito que deveria ser garantido: a reposição das perdas salariais”, afirmou.

Assista ao video:

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