Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
NOVO VÍDEO

Desembargadora que reclamou de salário mostra-se zelosa em julgamento de preso: ‘não tem droga’

Em novo vídeo, desembargadora do TJ do Pará, que ficou famosa ao reclamar do salário, demonstrou zelo e cuidado em julgamento de preso por tráfico que não tinha drogas quando foi detido, apenas era citado como membro de facção em celular de terceiro
Desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJ do Pará

Compartilhe essa Notícia

Em sessão da turma de direito penal do Tribunal de Justiça do Pará realizada hoje, um embate entre desembargadores chamou atenção durante o julgamento de habeas corpus.

O réu estava preso preventivamente com base em um único elemento: o nome dele aparecia em um cadastro interno da facção Comando Vermelho, extraído do celular de uma terceira pessoa.

Não havia droga apreendida, nenhum diálogo comprometedor e nenhum outro indício de envolvimento. O ponto jurídico central do caso é a suficiência da fundamentação para a prisão preventiva.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho defendeu a soltura ao argumentar que a presença do nome do réu em lista encontrada no aparelho de outra pessoa, sem qualquer outro elemento, não é fundamento idôneo para manter a custódia.

O colega Pedro Pinheiro Sotero insistiu três vezes na mesma pergunta sobre a existência de drogas no caso, mesmo após ser informado de que não havia entorpecentes envolvidos, o que levou a desembargadora a interrompê-lo publicamente.

Na prática, a decisão reforça o entendimento de que a prisão preventiva exige fundamentação concreta e individualizada.

Constar em uma lista apreendida com terceiros, sem outros elementos que demonstrem participação em organização criminosa, não é suficiente para justificar a privação de liberdade.

O réu teve a soltura determinada ao fim do julgamento

Confira:

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x