A bancada de Mato Grosso no Senado Federal reagiu à rejeição histórica da indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), ocorrida hoje (29). Com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, o Plenário barrou o nome do atual advogado-geral da União (AGU), quebrando uma tradição de aprovações que durava desde 1894. (Veja os vídeos ao final da matéria).
O senador Jayme Campos (União Brasil) classificou o desfecho como um “dia histórico” e uma prova da autonomia do Legislativo. “A rejeição do nome de Jorge Messias representa uma demonstração clara de independência do Senado Federal. A votação mostrou que o Senado não é mero homologador das escolhas de outros poderes“, afirmou. Segundo Jayme, a decisão foi “soberana, serena e respeitosa”, tomada em nome do equilíbrio entre as instituições.
Já o senador Wellington Fagundes (PL) adotou um tom mais crítico ao Governo Federal, destacando a articulação da oposição liderada por Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Isto é uma demonstração que esse governo acabou. O presidente hesitou, demorou demais, e isso tudo foi enfraquecendo, além da carga tributária e dos escândalos que estão acontecendo“, disparou Wellington. O senador reforçou que o partido fechou questão contra a indicação para mostrar que “a democracia vale acima de tudo”.
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Aliado de primeira hora do Palácio do Planalto, o senador Carlos Fávaro (PSD), que reassumiu o mandato recentemente após deixar o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), não se manifestou publicamente sobre o resultado. O Repórter MT entrou em contato com o senador, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
O entendimento nos bastidores é de que Fávaro votou favoravelmente ao indicado de Lula, seguindo a orientação da base governista que, apesar de ter liberado R$ 889,7 milhões em emendas para membros da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em abril, não conseguiu conter o avanço da oposição no plenário.
Com o arquivamento da indicação de Messias, o Governo Federal sofre sua maior derrota no Congresso Nacional em 2026 e precisará encaminhar um novo nome para a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.
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