O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), voltou a defender que Mato Grosso seja declarado dono de uma área de aproximadamente 22 mil km² localizada na divisa com o Pará, caso contrário, o estado vizinho tem o dever de ressarcir os investimentos aplicados em atendimento à população na região. A fala foi realizada durante entrevista à Rádio CBN nesta terça-feira (7).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é o relator do caso e tem buscado costurar uma conciliação que agrade os dois lados. Segundo Max, o Pará não oferece assistência adequada à população local, o que faz com que elas recorram a Mato Grosso: “Estamos buscando que, no mínimo, se a gente não conseguir discutir e ter o que é de direito à área, a gente possa que esses municípios sejam ressarcidos pelo estado do Pará. Não é justo que consiga receita ali e não ajude nada àquela população“.
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“Eles estão a 50 e 60 km dos municípios do Mato Grosso e estão a 600 e 800 km dos municípios do Pará e sem estrutura nenhuma, sem estrada, sem condição nenhuma. Então eles acabam, e é natural isso, usando dos nossos serviços. A gente precisa atender, o SUS é universal, teve mais de 20 mil cartões do SUS de atendimento para paraenses dentro do estado de Mato Grosso”, sinalizou.
Max defende a realização de um plebiscito na região para que os moradores sejam ouvidos, porém, demonstrou que esse caminho não deve properar. Assim, torce para uma resolução do entrave no pós-eleição, justamente para não tumultar ou contaminar ainda mais o processo eleitoral. “O ministro não quer deixar o momento eleitoral contaminar essa decisão, a gente terá uma definição, um encaminhamento [em breve]. E nós, como eu falei, a gente está brigando pelas pessoas que não têm o mínimo de atendimento, estão largadas ali, esquecidas”, frisou.
Atualmente, a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), tem se mostrado irredutível, afirmando que não irá “ceder um palmo” do território reivindicado por Mato Grosso. Atualmente, a indefinição sobre os limites territoriais afeta diretamente seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia. O governo mato-grossense sustenta que houve erro histórico na medição territorial, com isso, defende a revisão dos limites para reincorporar a área.




















