Nessa terça-feira (16), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) defendeu que o Executivo municipal encaminhe à Câmara de Cuiabá uma versão revisada do Orçamento Mulher, apresentado recentemente ao Legislativo. A parlamentar destacou que a iniciativa representa um importante avanço para o município, mas apontou a necessidade de adequações para que os dados reflitam com precisão os investimentos efetivamente destinados às mulheres.
Segundo Maysa, a análise do relatório mostrou que foram incluídos no cálculo valores referentes a despesas administrativas e custos operacionais das secretarias, o que não se enquadra como política pública voltada às mulheres. “A política pública para a mulher é aquela que impacta diretamente sua vida, amplia oportunidades, fortalece a empregabilidade, incentiva o empreendedorismo e contribui para que ela consiga romper ciclos de violência, e ter uma vida plena. Não podemos confundir isso com despesas de manutenção da estrutura pública”, afirmou.
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A vereadora também explicou que o orçamento não pode ser calculado apenas com base na proporção de mulheres na população. “Não é porque Cuiabá possui mais de 50% de mulheres que metade de tudo o que é gasto pelo município pode ser considerado investimento para elas. É preciso identificar quais ações são, de fato, direcionadas ao público feminino e geram resultados concretos”, pontuou.
Outro ponto destacado por Maysa é a necessidade de diferenciar políticas específicas para mulheres de programas voltados à população em geral ou às famílias. Como exemplo, ela citou que o atendimento a crianças autistas beneficia diretamente os usuários do serviço, enquanto ações como acompanhamento psicológico e acolhimento para mães atípicas podem ser consideradas políticas voltadas às mulheres. “Precisamos ter critérios claros para que o Orçamento Mulher retrate a realidade e cumpra aquilo que determina a legislação”, disse.
Em articulação com a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, vereadora Maria Avalone, Maysa defendeu o encaminhamento de um novo relatório ao Legislativo. “Queremos apresentar à sociedade informações reais, transparentes e alinhadas aos critérios previstos na lei. É dessa forma que conseguiremos acompanhar e fortalecer as políticas públicas destinadas às mulheres cuiabanas”, concluiu.





















