Novos elementos reunidos pelo Ministério Público de São Paulo ampliaram as investigações envolvendo Deolane Bezerra e supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O relatório elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) destaca registros fotográficos, conexões em redes sociais e movimentações financeiras que, segundo os investigadores, reforçam vínculos entre a influenciadora e familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.
Presa desde maio em decorrência da Operação Vérnix, Deolane é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. A defesa da influenciadora nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
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De acordo com o documento, uma das evidências analisadas pelos investigadores envolve imagens publicadas nas redes sociais. Em um dos registros, feito em 2020, Deolane aparece ao lado de Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Camacho Júnior, irmão de Marcola.
Além disso, outras fotografias mostram a influenciadora em eventos familiares na companhia de parentes do líder da facção. O relatório também menciona conexões observadas em redes sociais, incluindo interações com integrantes da família Camacho.
Para os investigadores, esses elementos ajudam a demonstrar uma proximidade que vai além de contatos ocasionais.
Investigação mira movimentação financeira
O relatório também detalha suspeitas relacionadas à circulação de recursos financeiros. Segundo a apuração, uma transportadora investigada por supostamente movimentar dinheiro ligado ao PCC teria realizado transferências para contas associadas à advogada.
Conforme o Ministério Público, a estrutura empresarial de Deolane teria sido utilizada para movimentar valores que estariam ligados à organização criminosa, dificultando o rastreamento da origem dos recursos.
Os investigadores sustentam ainda que a influenciadora teria atuado como intermediária em operações financeiras destinadas a inserir valores considerados ilícitos no sistema econômico formal.
Planos de envio de recursos ao exterior
Outro ponto destacado pela Promotoria envolve uma suposta reestruturação empresarial que incluiria o envio de recursos para fundos localizados em Dubai.
Conforme o relatório, essa movimentação estaria relacionada a estratégias de ocultação patrimonial e lavagem internacional de dinheiro. As alegações fazem parte da denúncia apresentada à Justiça e seguem sob análise das autoridades competentes.
Defesa contesta acusações
Os advogados de Deolane Bezerra rejeitam as conclusões da investigação e afirmam que não existe qualquer vínculo da empresária com o crime organizado.
Já a defesa de Marcola, de seu irmão Alejandro Camacho Júnior e dos demais familiares denunciados argumenta que as acusações carecem de provas consistentes. Os representantes legais também ressaltam que os investigados já cumprem penas em unidades federais de segurança máxima e enfrentam severas restrições de comunicação.
Em nota, os advogados sustentam que laços familiares não podem ter interpretação automaticamente como participação em atividades criminosas e afirmam que irão adotar todas as medidas judiciais para contestar as acusações.
O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto as investigações continuam em andamento.





















