Quem assistia à TV nos anos 2000 certamente se lembra de Tony, o namorado de Claire Kyle em “Eu, a patroa e as crianças”. Pois bem, Andrew McFarlane, intérprete do personagem da série que marcou gerações, desembarcou em solo brasileiro. E ele já parece ter entendido algo essencial sobre o país: por aqui, para se dar bem com os brasileiros, é preciso topar a zoeira. E ele topou.
O ator americano transformou sua passagem pelo país em material para vídeos nas redes sociais. A visita começou com um post simples no dia 7 de maio: “Estarei no Brasil em dois dias. Comentem abaixo quais lugares vocês acham que eu deveria visitar.” A primeira parada foi São Paulo, onde foi recebido por Rodrigo Antas, dublador do personagem Tony na versão brasileira, e pelo influenciador Gee Danioti. Os dois o levaram para a Avenida Paulista e gravaram um vídeo que detonou a saudade coletiva: “Olha quem está no Brasil! O nosso querido Tony, digo, @theandrewmcfarlane, que marcou uma geração na série Eu, a Patroa e as Crianças, está em SP”, anunciou o perfil.
Nos comentários, uma avalanche de referências ao personagem: “Tem que fazer ele gritar, Senhor Kyle, Quem é eleeeee”, pediu um fã. Outro foi mais longe, pedindo que levassem Andrew a uma igreja para entoar a paródia da música que virou bordão entre os brasileiros: “Olá Deus, é o Tony, não chamei por fone…”.
Mas foi no Rio de Janeiro que a viagem ganhou o seu capítulo mais memorável. Um amigo deu a Andrew um conselho bem-intencionado: para não ser confundido com gringo e pagar preço de turista, ele deveria tentar parecer mais brasileiro. No vídeo bem-humorado, a ator, determinado, foi às compras sozinho e voltou animadíssimo com sua aquisição: uma camiseta branca por R$ 200, que ele achou ser uma peça estilosa e local. Ao abrir a sacola diante da câmera, revelou ao mundo: era uma camisa oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, daquelas usadas pelos alunos. Andrew a vestiu com toda a confiança do mundo, abriu os braços e perguntou, sorridente: “Agora sou brasileiro?”
Nos comentários, o público brasileiro comentou aos risos: “Roupa de colégio, 200 contos”, resumiu um comentário. “Dei um grito com a camisa da escola municipal”, escreveu outro. “Nessa cidade, até quem não é do Rio de Janeiro é gringo”, filosofou um terceiro.
Com o Morro Dois Irmãos ao fundo, Andrew recebeu sua primeira aula intensiva de “carioquês”. O método era pragmático: como ele ainda não dominava o português, a estratégia seria falar o mínimo possível. O amigo foi apresentando as expressões uma a uma: “Coé, cria?”, “Tamo junto, irmão!”, “20 te paga?”. Foi quando chegou o desafio maior: “Marca um 10 aí que eu tô chegando”, que Tony não conseguiu reproduzir direito.
A série encontrou no Brasil uma de suas audiências mais fiéis do mundo. Após deixar a carreira de ator, McFarlane se tornou empresário e influenciador digital. Em 2024, ele postou uma foto com uma camisa dizendo que amava os fãs daqui e ganhou 200 mil seguidores brasileiros.
“Acabamos de atingir 200 mil seguidores aqui no Instagram, encantado com todo o apoio que vem do Brasil. Vocês todos são incríveis. Eu amo todos vocês”, escreveu na legenda na época.




















