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‘Ordem pública não significa clamor social’, diz juiz ao negar prisão de vereador Paccola

Juiz da 10ª Criminal de Cuiabá afirmou que elementos apresentados pelo MPE não justificam prisão preventiva nesta fase processual

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O juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, argumentou que não há evidências de lesão a ordem pública que justifiquem a prisão do vereador Tenente Coronel Paccola, conforme pedido do Ministério Público Estadual (MPE).

A decisão é desta terça-feira (12) e atendeu, todavia, outro requerimento do MP e autorizou buscas e apreensão dos celulares do parlamentar.

Segundo o magistrado, o conceito de “ordem pública” é aplicado no direito penal quando há necessidade de impedir a repetição de novos crimes ou se há risco de fulga do investigado.

João Bosco destacou que a “ordem pública” não significa clamor social.

“Destaca-se que, a expressão “ordem pública” não significa clamor social provocado pelo delito, nem tampouco repercussão do crime na mídia, mas sim que se admite a decretação ao cárcere, quando há risco de reiteração delituosa em crimes de especial gravidade”

Quanto à alegação do MP de que há evidências para excludente de ilicitude em razão da postura de Paccola na execução dos tiros, o juiz destacou que este não é o momento processual adequado, já que o inquérito ainda não foi sequer concluído.

“Quanto ao alegado também pelo d. representante Ministerial, que o representado não se pautou pela excludente de ilicitude da legítima defesa, mas assumiu, de fato, feição de execução, entendo que não conhecimento, neste momento processual, visto que isto é o mérito da averiguação administrativa que é regularmente implementada pela Autoridade Policial e cujo debate eventual e certamente pautará o curso do correspondente processo criminal”

O juiz concluiu que todos os argumentos apresentados pelo MP não foram suficientes para a decretação da prisão de Paccola.

Confira a íntegra da decisão:

Justiça nega prisão de Paccola by Alexandre Aprá on Scribd

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