Após o prefeito de Rondonopolis (220 km de Cuiabá), Claudio Ferreira (PL), declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que a sigla deverá cobrar alinhamento interno e pode exigir a saída de filiados que não respaldarem a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. De acordo com o dirigente, o partido não pretende manter em seus quadros integrantes que atuem em favor de projetos políticos divergentes após a definição oficial das candidaturas e alianças.
Ou seja, não há espaço para infidelidade partidária. “O partido não vai querer ficar com gente traíra. Partido nenhum aceita esse tipo de postura. O projeto será apresentado a todos os filiados, e quem quiser acompanhar, acompanha”, declarou.
Além de Cláudio, o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Schuh tornarem público o apoio a Otaviano. Diante desse cenário, Wellington Fagundes foi questionado sobre a possibilidade de solicitar ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, medidas contra correligionários que não se engajarem em sua campanha.
O senador, no entanto, atribuiu a responsabilidade à direção estadual. “Papel do presidente Ananias Filho”.
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Procurado, Ananias afirmou inicialmente que não pretende adotar providências imediatas, argumentando que o quadro político ainda está em construção. Apesar disso, indicou que a flexibilidade atual não será mantida após as convenções partidárias.
Segundo ele, o partido deve formalizar uma resolução interna assim que houver definição completa das candidaturas e das alianças. “O partido planeja tomar medidas quando tudo estiver alinhado. Quem estiver conosco, permanece; quem não estiver, segue outro caminho”, disse.
O dirigente ressaltou que o PL ainda precisa consolidar suas composições tanto para a disputa presidencial quanto para os cargos estaduais e proporcionais. Somente após essa etapa será possível avaliar o comportamento dos filiados. “A partir do momento em que tivermos clareza sobre com quem vamos caminhar, vamos analisar cada caso. Se ficar caracterizada a traição, vamos pedir a saída”, afirmou.
Ananias enfatizou que a regra será aplicada de forma geral, sem distinção de cargo ou influência política dentro do partido. Nos bastidores, o posicionamento é interpretado como um recado direto a lideranças que mantêm proximidade com Pivetta, incluindo os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, Abilio Brunini e Fávia Moretti, respectivamente.
“Se houver deslealdade ao projeto partidário, vamos pedir que o filiado deixe a legenda, independentemente de quem seja. Já existe previsão para isso. Não vou nominar ninguém. O partido terá um projeto definido, e quem não estiver alinhado a ele será convidado a seguir seu próprio caminho”, alertou.






















