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BIOMA EM CHAMAS

Única política pública em favor do Pantanal do gestor de MT é rezar, critica deputado

No início de novembro foram mais de 3 mil focos de calor; milhares de animais morreram

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a criticar a falta de políticas públicas para proteger o Pantanal, que novamente sofre com as queimadas durante o período de seca. O parlamentar afirma que faltam ações dos governadores para resolver o problema. “A única política em favor do Pantanal que os gestores de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tem é rezar e pedir pela chuva”.

Neste ano, apenas no Parque Estadual das Águas, nos municípios de Barão de Melgaço (113 km ao sul de Cuiabá) e Poconé (104 km ao sul) já foram queimados mais de 40 mil dos 102 mil hectares da área de preservação. O parque é conhecido por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo e perdeu em 2023 cerca de 23% de sua cobertura vegetal.

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Somente dos primeiros 15 dias de novembro foram 3.024 focos de fogo no Pantanal mato-grossense. O fogo atingiu mais de um milhão de hectares do bioma neste ano, o triplo do que foi registrado no mesmo período em 2022. Entre os fatores que contribuíram para este cenário está a falta de chuvas em 2023, pois nos anos anteriores novembro já fazia parte do período chuvoso, no entanto, as chuvas estão isoladas e, na maioria dos casos, com pouco volume.

Para Wilson, faltam investimentos para que esse cenário de devastação não se repita anualmente. “O Pantanal continua sendo desprezados pelos gestores, com exceção lá dos anos de 1960 e de Dante, todos os outros viraram as contas para o Pantanal”.

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