O deputado federal Zé Medeiros (PL) apresentou uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pedindo a apuração da conduta do deputado federal André Janones (REDE-MG). No documento, Medeiros solicita a abertura de procedimento disciplinar para verificar eventual violação aos deveres éticos e institucionais exigidos do mandato parlamentar.
A representação cita declarações e manifestações atribuídas a Janones durante agendas nos Estados Unidos, nas quais teria feito acusações contra agentes políticos brasileiros, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O parlamentar utilizou expressões como “bandido” e “criminoso”, além de outras acusações ofensivas, associando a imagem do senador à prática de condutas ilícitas.
Ao comentar o episódio, Medeiros criticou a atuação de integrantes da esquerda no ambiente digital. “O Lula escalou o que tem de pior, a escória da esquerda para fazer, inclusive, cursos de como mentir na internet, sim, curso de como produzir fake news, porque é o que eles chamam de narrativa, na verdade é a mentira mesmo. O Lula sempre disse: precisamos encaixar uma narrativa para que o Bolsonaro não volte”, afirmou.
NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)
No pedido, Medeiros argumenta que o exercício do mandato parlamentar deve respeitar limites institucionais e que eventual uso da condição de parlamentar para constranger adversários políticos ou atuar fora da finalidade do mandato precisa ser apurado. O documento também pede verificação sobre possível uso de recursos públicos e compatibilidade das agendas com o interesse institucional.
A representação também solicita análise de declarações atribuídas a Janones relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro, incluindo manifestações públicas sobre supostos crimes financeiros e referências ao caso Marielle Franco. Segundo o texto, acusações dessa natureza devem ser avaliadas à luz do devido processo legal, da responsabilidade institucional e dos limites constitucionais da imunidade parlamentar.
Medeiros também afirmou que, na visão dele, há uma inversão de acusações no debate político. “Eles acusam-nos do que eles fazem. Você lembra que eles queriam punição de Jair Bolsonaro falando que ele se elegeu através de fake news, na verdade, já naquela época eles mantinham o comitê do ódio e acusavam o Bolsonaro de comitê do ódio. O que o Bolsonaro sempre teve foi engajamento orgânico. Agora, o PT contrata, paga e é isso que eles estão fazendo. Gente paga pra mentir”, declarou.
Entre os pedidos apresentados estão a instauração de procedimento disciplinar, a requisição de documentos e registros relacionados às agendas citadas, a apresentação de defesa pelo representado e eventual aplicação das sanções previstas no Código de Ética, caso seja constatada violação ao decoro parlamentar.




















