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DISCURSO CONTRADITÓRIO

Produtora de filme Dark Horse nega ter recebido dinheiro de Vorcaro

Go Up Entertainment diz que Dark Horse “não recebeu um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”, contradizendo Flávio Bolsonaro
Produtora de filme Dark Horse nega ter recebido dinheiro de Vorcaro - Foto: Reprodução

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A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, afirmou em nota nesta quarta-feira (13) que a produção não recebeu “um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”. Dark Horse é um filme biográfico sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A nota da produtora contradiz a versão do próprio pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro. Em nota, Flávio admitiu ter conversado com Daniel Vorcaro, mas afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história de seu pai.

Reportagem do The Intercept Brasil publicada nesta quarta-feira revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Nas conversas, Flávio pede a Vorcaro que efetue o pagamento de parcelas atrasadas do financiamento do filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro.

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Segundo o Intercept, o contrato de financiamento tinha valor total de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente pagos.

A nota da Go Up foi reproduzida pelo jornalista Paulo Figueiredo em sua conta no Instagram. À coluna, Figueiredo disse ter recebido a manifestação de “fonte primária”.

“A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”, diz a nota.

“A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos”, afirma o texto.

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