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VICTOR MAIZMAN

A guerra e o preço da energia elétrica

Conflito no Oriente Médio encareceu diesel e pode impactar na energia elétrica
VICTOR MAIZMAN

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O conflito no Oriente Médio encareceu o preço do diesel, hipótese que pode impactar diretamente no preço da fatura de energia elétrica paga pelo consumidor, uma vez que a geração de energia nacional depende do funcionamento das termoelétricas.

As usinas termelétricas são instalações que produzem energia elétrica a partir da queima de carvão, óleo combustível ou gás natural, sendo importantes na manutenção da chamada energia firme, principalmente no verão e em horários de maior consumo.

Embora se tenha um avanço significativo das novas fontes renováveis de energia, a exemplo da eólica e solar, denota-se que a geração através das termelétricas vem ocupando espaço no contexto energético do País.

De acordo com levantamentos divulgados por especialistas, o aumento da operação de termelétricas, além do maior impacto ambiental, em face da emissão de gases decorrentes da queima de diesel ou do gás natural, ainda tem um custo elevado.

Aliás, o alto custo decorre justamente pelo fato que o preço dos combustíveis é um dos principais fatores que impactam diretamente nos índices inflacionários.

Então, quanto mais cara a geração de energia elétrica, mais cara será a fatura de consumo paga pelo consumidor.

Atualmente, as térmicas a gás são usadas de forma emergencial complementando a geração de eletricidade apenas em parte do ano, por conta justamente do seu alto custo.

No entanto, o Governo Federal vem discutindo o aumento do acionamento de termelétricas sob a justificativa de evitar o esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas e controlar os riscos de um potencial racionamento de energia.

Sendo assim, concluiu-se que a política energética é de interesse público e principalmente do consumidor.

Digo isso porque num país com uma capacidade hídrica invejável, o Brasil não pode lançar mão cada vez mais do uso da onerosa geração de energia através de termelétricas.

Ademais, cada vez mais se depende da energia elétrica, devendo considerar ainda que a exemplo de Mato Grosso, a energia solar não tem a capacidade de suprir a alta da demanda, cuja projeção para os próximos anos é de forte crescimento econômico e populacional.

Portanto, será necessário que o Poder Público reveja as estratégias que tratam das fontes energéticas, evitando assim, que o valor da fatura de energia fique também tão dependente dos conflitos internacionais.

 
Victor Humberto Maizman é advogado e consultor jurídico tributário.

*Os artigos de opinião são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Isso É Notícia*

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