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EFEITO HERITAGE

CPI da Oi ganha força na AL após ação da PF e já tem 7 assinaturas

É preciso apenas mais uma assinatura para alcançar o número necessário à leitura em Plenário da Casa
Dentro da base governista, a tentativa de instalação da CPI é recebida com cautela. Oposição articula apoios - FOTO : SECOM-ALMT

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A operação da Polícia Federal que investiga suspeitas envolvendo contratos consignados e o pagamento de R$ 308 milhões à telefônica Oi voltou a colocar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso sob pressão.

Um requerimento para criação de uma CPI sobre o caso já soma sete assinaturas. E precisa de apenas mais uma para alcançar o número necessário à leitura em Plenário.

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A movimentação ocorre poucos dias após a deflagração da Operação Heritage, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e amplia o embate político em torno do Governo Otaviano Pivetta (Republicanos) e do grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes (União).

A investigação federal apura suspeitas de favorecimento financeiro e desvio de recursos públicos envolvendo instituições bancárias, além das circunstâncias de um acordo firmado pelo Governo de Mato Grosso relacionado a débitos da operadora Oi, estimados em aproximadamente R$ 308 milhões.

Dentro da base governista, a tentativa de instalação da CPI é recebida com cautela.

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que o momento eleitoral exige atenção para que uma eventual investigação parlamentar não seja utilizada com finalidade política.

“Óbvio, nós estamos a menos de 55 dias da eleição. Temos que cuidar muito para que isso não perca o foco de uma investigação séria para uma investigação meramente eleitoreira, com a finalidade de expor, criar factoides e talvez ser explorado por aqueles que são adversários do Governo no pleito”, afirmou Guimarães nesta quarta-feira (12).

Na oposição, a avaliação é de que a Assembleia deveria ter avançado antes na apuração das suspeitas.

O deputado Valdir Barranco (PT), que está entre os parlamentares que já aderiram ao requerimento, criticou a demora do Legislativo em reagir às denúncias.

“A Assembleia Legislativa está devendo, é vergonhoso para a Assembleia Legislativa. Eu tenho vergonha disso! Como que os nossos colegas deixam chegar a esse ponto? Ter que ter uma operação da Polícia Federal com decisão do Supremo num caso de corrupção escancarada que todo mundo aqui sabia? Os nossos deputados aqui que não assinaram ainda, espero que eles tenham consciência, que eles assinem”, cobrou Barranco.

O deputado Júlio Campos (União) confirmou que a coleta de assinaturas avançou, mas levantou dúvidas sobre a efetividade de uma CPI neste momento, principalmente diante da investigação já conduzida pela Polícia Federal.

“A esta altura do campeonato, a CPI é mais um instrumento já de… já está mais do que investigado. Porque, quando a Polícia Federal bate no ‘toc-toc’ na sua porta, é porque já está com muito conteúdo, muito estudo, muita quebra de sigilo e descoberto muita coisa”, disse ele, ressalvando que atuará no colegiado, caso este venha a ser instalado.

A Operação Heritage foi deflagrada na última quinta-feira (6) e mobilizou a Polícia Federal para o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão.

A investigação também resultou no bloqueio de bens de 61 pessoas físicas e jurídicas.

Entre os alvos das medidas estão a ex-primeira-dama Virgínia Mendes e os três filhos, além do ex-secretário Mauro Carvalho, sua esposa, filha e genro.

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