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MANDATO 2026-2030

Tião da Zaeli assume Fecomércio e elege falta de mão de obra como maior desafio de MT

Zaeli destacou que a Federação seguirá atuando em parceria com empresários
Tião da Zaeli ao cargo de vice-prefeito de Várzea Grande - Foto: João Vieira

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O empresário e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, assumiu nesta quarta-feira (01.07) a Presidência da Fecomércio-MT para o mandato 2026-2030. Em seu primeiro pronunciamento, afirmou que dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela gestão anterior, tendo como principal prioridade enfrentar a falta de mão de obra qualificada em Mato Grosso.

Durante a cerimônia de posse, Zaeli destacou que a Federação seguirá atuando em parceria com empresários, sindicatos e poder público para buscar soluções voltadas ao desenvolvimento econômico do Estado.

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“Temos uma preocupação muito grande com a qualificação profissional. Vamos chamar o governo, os empresários e todos os agentes envolvidos para desenhar um novo ambiente de qualificação, entendendo quais são as demandas mais importantes para Mato Grosso”, afirmou.

Segundo ele, a escassez de profissionais qualificados já impacta diversos setores da economia e faz com que empresas recorram à contratação de trabalhadores de outros Estados.

“O Mato Grosso está avançando, principalmente no agronegócio e na agroindústria, e estamos vendo mão de obra vindo de outros Estados para ocupar vagas que poderiam ser preenchidas pelos nossos trabalhadores, principalmente pelos jovens.”

Zaeli também demonstrou preocupação com o desenvolvimento da Baixada Cuiabana. Segundo ele, a região não acompanha o ritmo de crescimento econômico observado no interior do Estado.

“Nós temos um aglomerado urbano com baixa oportunidade de trabalho e não estamos vendo indústrias se instalando aqui na Baixada Cuiabana. Isso reduz as oportunidades para os jovens e precisa ser discutido.”

Continuidade e diálogo

Ao falar sobre a nova gestão, o presidente afirmou que pretende manter o ambiente de diálogo construído nos últimos oito anos.

“A gestão anterior deixa como aprendizado a harmonia, o respeito aos sindicatos e às demais entidades. Vamos continuar caminhando juntos em benefício da sociedade.”

Questionado sobre críticas de que a Fecomércio estaria distante dos pequenos empresários, Zaeli afirmou que a entidade continuará aberta ao diálogo.

“Sempre haverá críticas. Nunca se agrada a todos. Mas a Fecomércio abriu as portas e democratizou as discussões. Vamos continuar debatendo temas importantes, como questões tributárias e melhorias no ambiente de negócios.”

Relação com governos

Zaeli ressaltou que a Federação manterá independência institucional diante dos governos federal, estadual e municipal.

“A Fecomércio é uma entidade privada, mantida pelos empresários. Temos que ser protagonistas nas discussões e defender quem produz, gera emprego e movimenta o comércio.”

Críticas ao modelo trabalhista

Ao comentar o debate sobre o fim da escala 6×1, o novo presidente afirmou que considera inadequado discutir mudanças dessa natureza sem ampla participação dos empresários.

“Não vejo este como um momento oportuno para essa discussão. Ela precisa ser aprofundada com quem emprega e conhece os impactos sobre a folha de pagamento.”

Segundo Zaeli, alterações na legislação trabalhista podem aumentar os custos das empresas.

“Vai impactar negativamente tanto na formação de preços quanto na geração de oportunidades de trabalho.”

Ele também defendeu a retomada do debate sobre a carga tributária incidente sobre as empresas e afirmou que é necessário criar um ambiente mais favorável para negociações entre empregadores e trabalhadores.

Política continua

Zaeli afirmou que não pretende se afastar da política, embora ressalte que sua atuação será voltada ao desenvolvimento institucional.

“Nós não podemos parar de fazer política. A entidade é um ambiente político porque trabalha pela sociedade e dialoga com os governos.”

Ao ser questionado sobre Várzea Grande, disse que continuará acompanhando o cenário do município.

“Vou continuar apoiando e trabalhando para que Várzea Grande avance. Temos uma cidade com baixo IDH, renda per capita muito aquém do que poderia ser. Precisamos fazer com que ela encontre o seu caminho.”

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