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CPI DA SAÚDE

Wilson revela novo suposto ataque hacker de R$ 500 milhões à SES; PGE nega

Wilson Santos afirmou ter recebido informação de que hackers voltaram a invadir sistema da SES-MT
Wilson revela novo suposto ataque hacker de R$ 500 milhões à SES - Foto: VG Notícias

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi marcada, nesta quarta-feira (08.07), por uma nova revelação envolvendo o ataque hacker à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Durante a oitiva, o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), afirmou ter recebido a informação de que uma nova invasão ao sistema da pasta teria ocorrido no dia 28 de junho, com um suposto desvio de aproximadamente R$ 500 milhões dos cofres estaduais.

Ao fazer o questionamento ao procurador-geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), Francisco de Assis, Wilson afirmou que a informação chegou à comissão após o primeiro ataque cibernético, que já é alvo de investigação.

“Já não tem documento nenhum para passar para a CPI, para passar para ninguém mais. E agora, uma informação muito forte, que no último dia 28 de junho hackers adentraram novamente no sistema e tiraram aproximadamente R$ 500 milhões dos cofres de Mato Grosso”, declarou o deputado.

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Francisco de Assis da Silva Lopes rebateu a informação e negou que tenha ocorrido qualquer movimentação financeira decorrente de um novo ataque.

“Não, isso não procede. Não houve essa transferência. Não existiu retirada de recursos”, respondeu o procurador-geral.

Na sequência, Wilson questionou se a Procuradoria-Geral do Estado havia identificado fragilidades nos controles da SES ou emitido algum alerta formal sobre vulnerabilidades nos sistemas da secretaria.

Francisco Lopes explicou que a PGE-MT não possui atribuição para fiscalizar os sistemas de tecnologia da informação das secretarias estaduais e que o órgão sequer tem acesso às plataformas utilizadas pela SES.

“Isso não é atribuição da PGE. A Procuradoria não tem acesso ao sistema Fiplan nem aos sistemas das secretarias. Não temos como apontar falhas em sistemas aos quais sequer temos acesso”, afirmou.

Segundo ele, eventual fiscalização sobre controles internos e segurança da informação compete aos órgãos responsáveis pela auditoria e controle interno do Estado.

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