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MORTE DE PM

Novo júri de investigador tem embates entre advogados e promotor

Mário Wilson Gonçalves é acusado de matar Thiago Ruiz em uma conveniência de Cuiabá, em 2023
O advogado Claudio Dalledone e o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, que tiveram embate acalorado durante júri nesta terça-feira - Foto: Reprodução

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O novo Tribunal do Júri do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado do homicídio do policial militar Thiago de Souza Ruiz, voltou a ser marcado por sucessivos embates, desta vez, entre a defesa e o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.

O julgamento teve início nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (12), no Fórum de Cuiabá, e foi suspenso por volta das 20h. A sessão será retomada nesta quarta-feira (13), às 9h.

Thiago foi morto no dia 27 de abril de 2023, dentro da loja de conveniência de um posto de combustível localizado em frente à Praça 8 de Abril, na Capital.

As discussões começaram ainda no depoimento da primeira testemunha, a investigadora Walkíria Filipaldi Corrêa, ex-companheira do PM. Desde então, defesa e acusação continuaram a trocar provocações durante as intervenções.

Em um dos momentos, o advogado Cláudio Dalledone afirmou que o promotor tentava “ensinar” a atuação da defesa e disse que “abominava” a forma como ele trabalhava.

Em outra ocasião, após nova interrupção, Dalledone ironizou o representante do MPE, afirmando que ele seria seu “fã” e “comentarista número um”, e sugeriu que ele o seguisse nas redes sociais. O promotor respondeu que essa seria a única forma de o advogado “engajar”.

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O ápice do bate-boca ocorreu durante o depoimento de Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, amigo do réu e ouvido como testemunha comum de acusação e defesa.

Após os questionamentos do MPE, a defesa iniciou a inquirição, conduzida pelo advogado Renan Canto. Durante uma das perguntas, o promotor se opôs a uma das indagações, o que gerou nova discussão.

Dalledone se levantou e foi até o juiz-presidente Marcos Faleiros da Silva para reclamar da conduta e insinuou que poderia causar “tumulto” no plenário. Em resposta, o promotor disparou: “O senhor já conseguiu o afastamento da juíza. Agora está ameaçando o juiz presidente”.

Os advogados negaram qualquer ameaça, e depois da troca de acusações, o juiz determinou que não houvesse novas interrupções sem prévia autorização.

Magistrada afastada

O episódio citado pelo promotor Vinícius Gahyva refere-se à juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Em dezembro do ano passado, após a primeira sessão do julgamento, houve um bate-boca entre a juíza e os advogados da defesa do investigador.

Na ocasião, a magistrada disse para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “se danar”, o que levou à dissolução do Conselho de Sentença e ao adiamento do júri. Após isso, os advogados do policial civil protocolaram uma reclamação disciplinar contra a magistrada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontando supostas violações ao Estatuto da Advocacia e à Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

Em decisão assinada no fim de abril, a juíza se declarou suspeita para conduzir o julgamento por motivo de foro íntimo. Segundo ela, a existência do procedimento disciplinar e o “vínculo direto” com os advogados da defesa criaram uma situação de constrangimento que comprometeria a serenidade necessária para presidir o júri.

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