Quando a candidatura do geólogo Caiubi Kuhn foi lançada pelo PDT me surpreendi, positivamente, dadas as possibilidades que ela nos abria, nesse Mato Grosso em que o PDT estivera, até muito recentemente, ausente e/ou controlado por lideranças conservadoras e onde a esquerda, através da Frente Brasil da Esperança (PT, PcdoB e PV), há alguns anos, vem se subordinando a uma aliança espúria com os setores do Agro hegemonizados pelos barões da soja da família Maggi.
Jovem e muito ativo nas redes sociais, com seus artigos problematizadores da realidade ambiental de nosso Estado, Caiubi surgia, diante dos meus olhos fatigados, como a possibilidade, neste Mato Grosso, de contarmos pela primeira vez, com um candidato a governador que viesse a dar primazia às questões ambientais, à defesa radicalizada do meio-ambiente, ao enfrentamento da predação sistematizada que o Agronegócio promove em nosso território.
É triste perceber que, ao invés de procurarem o povo trabalhador, os partidos de esquerda, em Mato Grosso, procuram os barões do Agronegócio em busca de substância. Ecoa na minha cabeça aquela triste canção do gaúcho Lupicinio Rodrigues (1914-1974) que fala de moços, pobres moços, que “vão ao inferno a procura de luz.” Ora, João Pedro Stédile, economista, liderança do MST e analista político, aponta que o agronegócio moderno não é apenas um setor econômico, mas uma força de dominação transnacional baseada no capital financeiro.
Enock Cavalcanti da Silva NO BLOGUE DO ENOCK
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